Modelos de escore de crédito usados no Brasil e casos de sucesso

Código de programação em computador

Modelos preditivos mais usados no Brasil

Para o Application Score:

Para o Credit Score:

  • Modelos Estatísticos: Regressão Logística.
  • Modelos de ML: Ensemble ML (XGBoost, CatBoost), Support Vector Machine (SVM), dados de Open Finance.
  • Deep Learning: Autoencoders para detecção de anomalias, Transformers para dados tabulares.

Para o Behavior Score:

  • Modelos Estatísticos: Modelos de regressão (Linear e Logística) com variáveis de comportamento para definição de risco e gestão de limites concedidos.
  • Modelos de ML: Gradient Boosting, Random Forests, K-NN.
  • Deep Learning: RNN e LSTM para séries temporais de dados transacionais; Graph Neural Network (GNN) para relacionamentos entre os clientes.

Para o Collection Score:

  • Modelos Estatísticos: Regressão Logística para probabilidade de inadimplência | recuperação.
  • Modelos de ML: Gradient Boosting e modelos de sobrevivência (survival analysis), Expainability (SHAP|LIME).
  • Deep Learning: Redes neurais (com Atenção) para prever recuperação.

Casos nacionais de sucesso

Usando Modelos Preditivos: Banco do Brasil

  • Antes: Usando modelos logísticos simples, um dos maiores bancos brasileiros viu as perdas financeiras subirem em sua linha de crédito rural.
  • Resultado: Previsão de perdas creditícias com maior margem de acerto, aumento nas renegociações de dívidas rurais e redução, parcial, da inadimplência na carteira rural.

Combinando Modelos Preditivos com IA Generativa: Creditas

  • Uso da IA preditiva: Modelo XGBoost para análise do risco de crédito.
  • Uso da IA Generativa: Uso de LLMs para simulação de cenários e melhoria da explicabilidade dos modelos (visando personalização da concessão de crédito e das renegociações e a geração de relatórios automáticos para fins de compliance).
  • Resultados: Aumento na originação do crédito e redução de perdas financeiras no 2º trimestre de 2026. Adicionalmente, aumento na transparência regulatória através dos relatórios automatizados.

Análise de Caso: GP|PB

Uso do cartão de crédito em maquininha
O uso indevido do cartão de crédito contribui para o aumento da inadimplência.

O GP|PB divulgou os resultados de suas linhas de negócios, chamando a atenção da imprensa e dos investidores para a revisão — para cima — dos números do seu banco, tanto das receitas como das perdas estimadas (essas últimas representando cerca de 40% das primeiras).

Tais revisões foram feitas devido ao aumento na taxa de inadimplência da linha de negócio, que passou de > 8%, do primeiro trimestre de 2026, para > 9%, no segundo trimestre do ano, causado, em sua maior parte, pelas dívidas nos cartões de crédito.

Implementação de escore de crédito mais robusto com ML, DL e IA Generativa

Usando os cases de sucesso acima, podemos identificar algumas oportunidades de melhorias na parte de modelagem de dados para essa instituição, visando a redução da inadimplência em cartões, a migração de clientes de maior risco para produtos garantidos e a estabilização das perdas creditícias.

Arquitetura experimental: CRISP-DM & Regulamentos do setor financeiro

1- Ingestão de Dados:
  • Fontes internas: histórico de crédito, transações, limites de cartão, comportamento de pagamento.
  • Fontes externas: Open Finance, bureaus de crédito, dados de seguros.
  • Streaming: eventos em tempo real (compras, atrasos, renegociações).
  • Ferramentas: Kafka, Spark Streaming, APIs Open Finance.
2 - Feature Engineering:
  • Transformações clássicas: WoE e IV.
  • Variáveis comportamentais: frequência de atraso, padrão de gasto, uso de limite.
  • Variáveis alternativas: dados digitais (uso de app, geolocalização, recorrência de login).
  • Ferramentas: Python (pandas, scikit-learn), Feature Store (Feast).
3 - Modelagem dos dados:

    Camada 1 – Scorecard Logístico:
  • Regressão logística para compliance e interpretabilidade.
  • Explicabilidade via WoE/IV.
    Camada 2 – Machine Learning Ensemble:
  • XGBoost / LightGBM para maior poder preditivo.
  • Random Forests para estabilidade.
  • SHAP/LIME para explicabilidade.
    Camada 3 – Deep Learning:
  • LSTM para séries temporais (dados transacionais no decorrer do tempo).
  • Graph Neural Networks (GNNs) para relacionamentos entre clientes.
  • Autoencoders para detecção de anomalias.
    Camada 4 – IA Generativa:
  • LLMs para relatórios automáticos de compliance.
  • Simulação de cenários de stress (ex.: alta de juros).
  • Personalização de renegociação de dívidas.
4 - Validação e Governança:
  • Frameworks regulatórios: IFRS 9, Resolução CMN 4.966, SR 11-7 (benchmark EUA).
  • Testes: backtesting, stress testing, validação cruzada.
  • Monitoramento: drift de dados, recalibração periódica.
  • Ferramentas: MLflow, Evidently AI, dashboards internos.
5 - Deploy e Monitoramento:
  • Infraestrutura: Kubernetes + APIs REST para servir modelos.
  • Monitoramento em produção: métricas de AUC, KS, Gini, Acurácia, Precision, Recall, F1-Score.
  • Feedback loop: atualização contínua com novos dados.
  • Ferramentas: Azure ML, Databricks, Grafana.

Benefícios esperados para o GP|PB

  • Redução da inadimplência em cartões de crédito.
  • Maior precisão preditiva através da combinação de modelos Ensemble e Deep Learning.
  • Explicabilidade regulatória com Scorecards e relatórios gerados por IA generativa.
  • Eficiência operacional através de um pipeline automatizado e monitoramento contínuo dos modelos em produção.
  • Diversificação do risco de crédito através do uso de dados de clientes com produtos mais consolidados (como seguros) e do Open Finance.

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